A entrega da Taça das Bolinhas ao São Paulo Futebol Clube, ontem, em cerimônia no Tribunal Federal Regional, na Capital, gerou nova polêmica. O Flamengo promete recorrer à Justiça. Criadora do troféu, a CEF (Caixa Econômica Federal) fez a entrega ao presidente do Tricolor, Juvenal Juvêncio. O clube é considerado pela CBF o primeiro a conquistar cinco vezes o título brasileiro (1977, 1986, 1991, 2006 e 2007).
Na madrugada de ontem, o departamento jurídico do Rubro-Negro obteve liminar no Tribunal de Justiça do Rio proibindo a entrega, mas a manobra foi ignorada.
"O Flamengo vai comunicar a Justiça de que a liminar não foi cumprida. A CBF vai ter de arcar com a multa de R$ 500 mil (a pena também se aplica à CEF). Se a taça foi entregue a mando da CBF, tinha de providenciar o cancelamento da cerimônia", disse o vice-presidente jurídico do Flamengo, Rafael de Piro. A CBF informou que a iniciativa de entregar a taça partiu da CEF e que não tomou conhecimento da cerimônia.
O Flamengo não desiste de ser reconhecido campeão brasileiro de 1987 (na época Copa União), o que faria do clube o primeiro pentacampeão do Nacional.
O regulamento de 1987 obrigava os times do chamado Módulo Verde (Primeira Divisão) a enfrentarem os do Amarelo (Segunda Divisão). Os clubes da elite se negaram a enfrentar Sport e Guarani, o que gerou toda a polêmica.
No fim de 2010, quando a CBF decidiu unificar os títulos antes de 1971, o Flamengo esperava que o de 1987 fosse incluído. Na ocasião, o presidente Ricardo Teixeira disse que não poderia fazê-lo por conta da decisão judicial que considera o Sport campeão naquele ano.
O troféu CEF foi criado em 1975 e é composto de 156 esferas de ouro e prata.

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