25 de jun. de 2011

FIFA critica obras da Copa de 2014

Em um discurso orquestrado, a FIFA faz mais uma vez duras críticas contra a preparação da Copa do Mundo no Brasil, em 2014, diz que a Rússia, que sediará o evento em 2018, está mais adiantada e que os brasileiros estão mais preocupados em ganhar o Mundial que em organizá-lo. Essa informação foi obtida nos bastidores da FIFA, porém, que o ataque é uma manobra para justificar e pressionar pela aprovação de leis no Senado dando carta branca à Fifa e à CBF, atropelando as regras de licitação e garantindo o sigilo dos orçamentos.

O secretário-geral da FIFA, Jerome Valcke, escolheu um evento em Moscou ontem com a cúpula dos dirigentes do futebol mundial, patrocinadores e investidores para lançar seu ataque contra o Brasil. Essa foi a sua primeira aparição pública depois das eleições na FIFA e da eclosão dos escândalos de corrupção. Mas a decisão de sair ao ataque agora não ocorre por acaso.

Para a Fifa, a aprovação no Senado de leis que simplesmente dão carta branca para a entidade modificar como quiser o orçamento da Copa se tornou uma prioridade. Pelo artigo 39 da Medida Provisória que estabelece as novas regras, o governo transfere poder à Fifa e a seu agente no Brasil, Ricardo Teixeira, presidente do comitê organizador da Copa e da CBF, para alterar projetos e refazer preços de obras contratadas.

Na Câmara dos Deputados, essas leis já passaram. Mas criaram uma verdadeira polêmica no mundo político brasileiro. Agora, precisam ser aprovadas no Senado para vigorar. A Medida Provisória partiu da presidente Dilma Rousseff e o Palácio do Planalto argumenta que o sigilo é a forma de evitar que empresas fechem preços e estabeleçam cartéis. Mas a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) já declarou ser contra e o próprio senador José Sarney criticou a medida.

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