O goleiro Bruno Souza disse hoje que sua noiva, a dentista carioca Ingrid Oliveira, foi vítima de tentativa de extorsão feita pela juíza José Maria Starling, da comarca de Esmeraldas (MG), e pelo advogado Robson Melo.
Os dois, segundo a dentista, teriam arquitetado plano para cobrar R$ 1,5 milhão, por meio de habeas corpus impetrados nas três instâncias judiciais, para a soltura do jogador, que está preso na penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG), por conta do sumiço de Eliza Samudio, ex-amante do atleta.
Bruno foi ouvido pela Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (AL-MG). No local estavam Ingrid Oliveira e Cláudio Dalledone, advogado dele, também ouvidos. Um contrato firmado entre o goleiro e Melo previa o pagamento de R$ 1,5 milhão 48 horas após a soltura de Bruno.
Bruno afirmou ter sido alertado pela noiva em uma carta na qual a dentista descreve pedido de Melo para que o dinheiro fosse adiantado mesmo antes de o objetivo pactuado ser alcançado.
Segundo ele, o advogado seria o interlocutor e teria até providenciado o codinome de “amiga” para a magistrada nas ocasiões em que visitava o goleiro na prisão. Conforme o atleta, a antecipação do valor suscitou suspeita sobre a real intenção de Melo. A noiva teria sido alertada por Dalledone.
Em dado momento, o réu relembrou entrevista na qual a juíza havia defendido a sua liberdade. Em outubro do ano passado, a magistrada ouviu testemunhas do caso, na comarca de Esmeraldas. De maneira inusitada, a juíza defendeu publicamente a liberdade dele. “Se ela fosse juíza do caso, com certeza, ela me concederia a minha liberdade”, disse o goleiro.
O deputado estadual Durval Ângelo (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos, afirmou que o caso será enviado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Durante a sessão, foi permitido ao goleiro, a certa altura, a ficar ao lado da noiva, momento em que os dois passaram a trocar carícias.

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