5 de abr. de 2012
Atentado mata presidente de futebol da Somália
Um atentado no Teatro Nacional da Somália, em Mogadíscio, cuja autoria já foi reivindicada pelo grupo radical islâmico Al-Shabaab, fez pelo menos dez mortos, entre os quais o presidente do comité olímpico e o líder da federação de futebol do país. O primeiro-ministro, Abdiweli Mohamed Ali, estava a discursar no momento da explosão, mas escapou ileso. O ataque visava os principais líderes políticos, que estavam no teatro para participarem numa cerimónia que marcava o primeiro aniversário do lançamento do novo canal de televisão por satélite do país. O principal objectivo dos militantes do Al-Shabaab seria mesmo assassinar o primeiro-ministro da Somália, Abdiweli Mohamed Ali, que discursava no momento da explosão, mas o chefe do Governo escapou ileso ao atentado. O grupo radical islâmico Al-Shabaab, que proíbe a música, dança e prática desportiva aos seus membros, mantém nas suas fileiras combatentes veteranos nas guerras do Iraque, Afeganistão e Paquistão, e recorre aos campos de treino da Al-Qaeda. Os seus dirigentes, que já procederam ao apedrejamento de mulheres acusadas de adultério bem como amputações de homens que desrespeitem o seu código de conduta, tinham prometido punir severamente os espectadores do Mundial da África do Sul – para eles o futebol é contrário aos preceitos do Islão por envolver jogo, competição, insultos e “diversão desnecessária”.
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No islam, maomé até assassinou allah.
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