Arthur Zanetti (foto) chegou aos Jogos Olímpicos de Londres como a principal e talvez única esperança brasileira de uma medalha inédita na ginástica artística. Mesmo assim, a medalha de ouro conquistada nas argolas não deixou de surpreender e emocionar o País. Quarto lugar na fase classificatória, Athur Zanetti foi o último a se apresentar na final do aparelho. O primeiro atleta a competir foi o chinês Yibing Chen, campeão olímpico em 2008 e favorito ao bi. Chen conquistou 15.800 pontos, marca que não foi atingida pelos ginastas seguintes, até a apresentação do brasileiro, que fez uma passagem segura e convincente, conquistou 15.900 pontos e ficou com o ouro. Aos 22 anos, Arhtur Zanetti, nascido e criado em São Caetano do Sul, onde treina com equipamentos fabricados pelo próprio pai, se recuperou de quatro graves lesões nos últimos nove anos, superou todos os concorrentes e fez história. Se brilhou nas argolas, a equipe brasileira de ginástica também amargou algumas decepções nesta Olimpíada. A primeira delas foi Diego Hypolito, que caiu de barriga em sua apresentação no solo, repetiu a falha de Pequim (quando era favorito ao ouro) e ficou de fora da decisão da prova, que é sua especialidade. Além do ouro de Zanetti, outra destaque foi a 10ª colocação de Sergio Sazaki no individual geral, melhor colocação de um atleta do País da modalidade. Além disso, vale ressaltar os aplausos do público a Daiane dos Santos, que, aos 28 anos, disputou sua última Olimpíada.

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