Os vizinhos do presidente da CBF, José Maria Marin (foto), andam incomodados com as reuniões que ele promove nas áreas comuns do edifício Campos Elysios, um dos mais cobiçados do bairro paulistano dos Jardins. É um auê. Já apareceu por lá até o cantor Netinho de Paula, atual secretário municipal de Promoção da Igualdade Racial. O que o pagodeiro confabulou com o cartola? “Ele me explicou suas ideias para São Paulo. É muito preparado”, diz Marin. Procurado, Netinho preferiu não compartilhar essas ideias. Outra, o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, será convocado para uma audiência pública para prestar esclarecimentos sobre suas relações com os órgãos de repressão do regime militar. O requerimento do deputado Rubens Bueno (PPS-PR) foi aprovado pela Comissão de Turismo e Desporto da Câmara, mas a audiência ainda não tem data marcada. Também serão ouvidos o coordenador da Comissão Nacional da Verdade, Paulo Sérgio Pinheiro e o presidente da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro, o advogado Wadih Damous. “Marin à frente do comando da CBF é como se a Alemanha tivesse permitido um membro do antigo partido nazista na organização do Mundial de 2006″, diz Damous. Vamos aguardar se o Sr. Presidente sofrerá alguma punição.

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