24 de jun. de 2013

FIFA é alvo em BH

Um dia após a tentativa de invasão ao hotel usado pela FIFA em Salvador, apenas um carro de polícia e quatro policiais tomavam conta do local na tarde de hoje. Não aconteceram novos protestos, mas o clima ainda era de insegurança.  Pouco antes, dois seguranças comentavam sobre o ex-atacante Ronaldo, que segundo eles está no hotel desde ontem(23), dia do ato hostil. "O Ronaldo queria sair ontem", disse um deles. "Saiu não. Ele não é louco, ficou na piscina", respondeu o outro. Por volta das 11:00 de hoje, seguranças do hotel se mobilizaram para preparar a saída de Ronaldo, membro do COL. Mas, até aproximadamente às 13:00, ele não passou pela portaria principal.  De acordo com dois funcionários do hotel, integrantes do estafe da FIFA que estavam prontos para visitar pontos históricos de Salvador, como o Pelourinho, cancelaram os passeios logo depois das ações violentas. Além da tentativa de invasão, um ônibus com o emblema da entidade foi depredado. Nesse cenário de medo, brasileiros que trabalham para a FIFA têm dificuldade de explicar aos colegas estrangeiros as manifestações que se espalharam pelo país. Numa conversa em inglês, no saguão do hotel, um membro da FIFA disse a seu  colega brasileiro o que tinha entendido da explicação: "sei,  terroristas", afirmou numa referência aos manifestantes. E será nesse medo todo que Brasil e Uruguai se enfrentarão na semifinal da Copa das Confederações, na quarta-feira(26), às 16:00, no Estádio Mineirão. As informações dão conta que no dia do jogo haverá mais manifestações nas proximidades do estádio. 

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