No dia que o país enfrenta manifestações contra a Copa do Mundo e greves, a presidente Dilma Rousseff fez hoje um apelo para que os brasileiros recebam bem os torcedores nacionais e internacionais que farão turismo durante o mundial de futebol. Ao mesmo tempo em que rebateu as críticas de que as obras da Copa não trarão benefícios ao país, Dilma disse que a hospitalidade faz parte da alma do brasileiro.
- Esse compromisso do brasileiro com a boa recepção é algo que faz parte da cultura, da alma, do ânimo do povo brasileiro. Tenho certeza também que nós podemos dizer que o legado da Copa é nosso. Ninguém que vem aqui leva consigo na sua mala aeroporto, porto, obras de mobilidade urbana e estádios. Eles podem levar na mala a garantia de que esse é um povo alegre e hospitaleiro. É isso que é a questão central dessa Copa - discursou Dilma.
O chamamento foi feito durante solenidade de assinatura de compromisso entre indústria e associações trabalhistas pelo trabalho decente durante os jogos. Em sua fala, Dilma fez questão de pontuar aquilo que deve ser sua principal bandeira contra as críticas sobre a situação econômica do país: a geração de empregos durante sua gestão e a de seu antecessor, o ex-presidente Lula. Ela repetiu o dado citado pelo ministro do Trabalho, Manoel Dias, antes dela, de que o país criou 20 milhões de empregos com carteira assinada nos últimos 12 anos, e disse que no passado o desemprego era uma ameaça constante.
- Nós sabemos que em épocas passadas em nosso país nós não tínhamos de fato trabalho decente aqui no Brasil, em épocas passadas qualquer emprego bastava, qualquer ocupação servia e muitas vezes as pessoas viviam do trabalho informal, de bico. Conseguir um tralho com carteira assinada era raridade. O desemprego era uma ameaça permanente e constante. Felizmente, nós todos viramos a página da história e hoje exibimos com orgulho as mais baixas taxas de desemprego do mundo e da nossa história - afirmou.
Mas, hoje a tarde em nossa capital, cerca de 300 estudantes realizaram um novo protesto a favor do passe livre e da liberação das carteiras estudantis de 2014. Durante a marcha em direção à sede da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), na Avenida dos Expedicionários, estudantes e policiais entraram em confronto. Os policiais usaram balas de borracha e bombas de efeito moral para dispersar os estudantes que revidaram, atirando pedras.
O protesto teve início às 15:00 em frente Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFCE), na Avenida Treze de Maio. O embate com o Batalhão de Choque da PM começou na Avenida dos Expedicionários. Dezessete estudantes foram detidos e liberados após revista. Nas mochilas, a polícia encontrou estilingues e bombas do tipo rasga-lata.
Muitos estabelecimentos comercias que ficam na Avenida dos Expedicionários fecharam as portas durante o protesto. Por volta das 16:00, o grupo de estudantes se dispersou e começou a retornar para a Avenida Treze de Maio. Às 16:30, os dois sentidos da avenida estavam bloqueados pelos estudantes que do IFCE.
Ao lado da sede do IFCE, houve um novo confronto entre estudantes e policiais. O Batalhão de Choque da Polícia Militar montou uma barreira no cruzamento da Avenida dos Expedicionários com Treze de Maio para evitar que os manifestantes retornem em direção à sede da Etufor. Mesmo afirmando que a pauta da reivindicação era o passe livre, os estudantes entraram na unidade do IFCE e estenderam uma faixa em referência ao Dia Mundial de Luta contra a Copa. montaram barricadas, deixando o trânsito parado.


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