30 de jul. de 2015

Grade dos Jogos

Globo, CBF e clubes discutem uma nova grande de horários dos jogos do Campeonato Brasileiro transmitidos pela televisão. 
As alterações dos horários atendem aos interesses das três partes.
 A Globo admite rever o jogo das 22h, às quartas-feiras, e até incluir novas opções de partidas durante a semana. O que incomoda a emissora é a queda de audiência dos jogos noturnos, que devem cair ainda mais com Corinthians-SP e São Paulo-SP fora da fase decisiva da Copa Libertadores.
Antes irredutível com as mudanças, a Globo, segundo fontes da CBF, pode ceder em alguns pontos. Dona dos direitos de transmissão do Brasileirão e com contratos individuais com os clubes, a rede tem demonstrado boa vontade nas reuniões.
A Globo, por exemplo, não se opôs ao novo horário de jogos às 11:00 aos domingos, em princípio destinado aos canais por assinatura ou pay-per-view, que a CBF apresentou como uma grande novidade do Brasileirão-2015.
Do lado dos clubes, a maioria entende que os jogos noturnos às 22h têm pouco apelo de bilheteria, além, é claro, de penalizar o torcedor que vai aos estádios.
E, fechando as partes interessadas, a CBF é que mais espera lucrar com as eventuais mudanças nos horários. Os lucros, aqui, não são financeiros e sim de aprovação popular. Desde que assumiu o comando da entidade, em abril, Marco Polo Del Nero tem se esforçado para mudar a imagem da CBF.
Del Nero e seus assessores (a maioria políticos de gabinete) têm certeza que o fim do horário das 22h às quartas-feiras pode ser uma grande vitória da CBF. Mas, como toda essa discussão envolve quantias consideráveis de dinheiro, as mudanças podem ficar para 2016.
A Globo e parceiras distribuíram R$ 1,12 bilhão em direitos de transmissão a 19 clubes em 2014. O Flamengo ficou com a maior receita, R$ 115,1 milhões. E o Figueirense, com a menor, R$ 18,5 milhões. Com tudo exposto, os horários dos jogos noturnos, transmitidos, ou não, pela Globo, será das 21:30. E o que pode acontecer num futuro bem próximo é que a Globo deixe de ser a manda chuva do futebol brasileiro, perdendo cada vez mais espaço para outras emissoras.

Veja a tabela de porcentagem que cada clube tem direito ao total de dinheiro dividido pela Globo:

Corinthians 10%
Flamengo 10%
Palmeiras 7%
São Paulo 7%
Atlético-MG 7%
Cruzeiro 6%
Vasco 6%
Santos 5%
Fluminense 5%
Grêmio 5%
Internacional 5%
Bahia 4%
Botafogo 4%
Atlético-PR 3%
Coritiba 3%
Criciúma 3%
Goiás 3%
Vitória 3%
Figueirense 2%   

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