Antes de acender a pira na cerimônia de abertura dos Jogos Rio 2016, no dia 05 de agosto do ano que vem, a tocha olímpica visitará por volta de 300 cidades em todas as regiões do Brasil. Apresentado em Brasília, durante cerimônia que contou com a participação da presidenta Dilma Rousseff, do ministro do Esporte, George Hilton, e do presidente do Comitê Organizador Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, o principal símbolo das Olimpíadas seguirá um roteiro que vai durar entre 90 e 100 dias e percorrer aproximadamente 20 mil quilômetros.
A jornada começa em maio de 2016, na Grécia, onde a tocha será acesa em Olímpia, cidade-berço dos Jogos Olímpicos. De lá, passará por cidades gregas durante uma semana até chegar à capital Atenas, quando então segue direto para o Brasil de avião.
Durante a rota do revezamento no Brasil, a tocha será carregada por cerca de 12 mil condutores, além de voar 10 mil milhas pelo país. O símbolo olímpico vai passar por 83 municípios escolhidos como "cidade celebração": em cada um desses locais, haverá um grande evento, que inclui show musical nacional e outras atrações. Todas as 27 capitais dos estados e do Distrito Federal estão incluídas na lista.
O revezamento será feito, além dos carregadores, por um comboio de veículos, que deve passar por cerca de 500 cidades: 300 receberão o revezamento propriamente dito e outras 200 assistirão à passagem do comboio com a chama exposta. A lista completa do trajeto será divulgada no início de 2016.
Planejado como um evento para promover a celebração do espírito olímpico de Norte a Sul do país, o revezamento ganhou uma marca que faz referência ao design da própria tocha olímpica e foi escolhido em um concurso nacional. As cores quentes remetem à chama e ao calor humano dos brasileiros. Essa identificação visual também vai fazer parte da decoração das cidades que vão receber a tocha.
O circuito foi definido levando em conta critérios logísticos, turísticos e culturais. Além de envolver o povo brasileiro no aquecimento para os Jogos Olímpicos de 2016, a ideia do revezamento é contar histórias de todos os lugares do Brasil e servir como um legado de inspiração para as gerações futuras.
"A tocha é muito bonita, fantástica. Essa tocha olímpica vai circular pelo Brasil e vai ser empunhada por homens, mulheres, jovens e crianças do nosso povo. Ela vai ser sentida em vários municípios, desde a distante Amazônia, passando pelo Centro-Oeste, até São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, enfim, no Brasil de Norte a Sul e de Leste a Oeste. Milhares de pessoas vão participar e milhões vão assistir essa capacidade de cooperar. Vamos fazer uma operação grandiosa, que vai permitir que cada um se sinta partícipe desse processo", afirmou a presidenta Dilma Rousseff.
"Mesmo quando os Jogos se forem, o fogo olímpico vai continuar ardendo no Brasil, porque o governo trabalha pela construção do Sistema Nacional do Esporte, que chegará ao Congresso dentro de dois meses e, uma vez tornado lei, elevará nosso esporte muitos patamares acima do que se encontra hoje. O governo também desenvolve nesse momento o programa dos Centros de Iniciação ao Esporte, voltado para o início da prática esportiva. Eles estão espalhados em todas as regiões, em mais de 260 municípios brasileiros. Quero dizer hoje que o Governo Federal executa o maior projeto esportivo da história do Brasil exatamente para manter aceso esse fogo, cujo simbolismo celebramos aqui", lembrou o ministro do Esporte, George Hilton.
Para o presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, o revezamento da tocha é fundamental para unir o povo brasileiro e mostrar que os Jogos não são apenas do Rio de Janeiro. "Eu acredito que a tocha traz para a população brasileira a integração. Eu acho que isso é o mais importante, integrar o povo brasileiro aos Jogos. Os Jogos são no Rio, o Rio está trabalhando incansavelmente, está se transformando, é um exemplo, mas os Jogos são do Brasil e a população brasileira vai participar. Hoje a festa é da tocha e essa tocha é o momento da emoção, das lágrimas e da comemoração por todo o país. Essa união de esforços é o maior legado que os Jogos vão deixar para o Rio e para o nosso país", afirmou.


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