16 de jul. de 2015

Romário para Prefeito

Como em 1993, quando houve clamor popular para que Romário defendesse o Brasil nas Eliminatórias da Copa do Mundo, o senador afirmou ontem que há um desejo dos cariocas em vê-lo candidato à prefeitura do Rio em 2016. Ele confirmou estar “animado” para concorrer e disse ser “bem provável” que se lance à sucessão de Eduardo Paes (PMDB) no ano que vem. 

“Vendo as pesquisas que colocam meu nome em segundo lugar, significa que eu estou com pelo menos 50% de chance de ganhar. E onde eu tenho 50% de chance, eu disputo”, enfatizou o senador, em referência ao levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas. Marcelo Crivella (PRB) aparece em primeiro, com o ex-jogador em segundo.
 
Em janeiro, Romário e Pedro Paulo, secretário executivo de governo e candidato preferido de Eduardo Paes, ensaiaram um acordo para caminharem juntos no pleito. “O apoio dele seria um sonho para qualquer candidato”, afirmou, animado, Pedro Paulo na época. 

Romário deixou o acordo aberto e falou que, a depender do cenário, não está descartada uma composição, mas com Pedro Paulo como seu vice. “Eu tenho uma relação muito boa com o prefeito, automaticamente com o Pedro Paulo também. Não está descartado que eu não concorra para apoiar ele também. A política é muito dinâmica. Lá na frente, porque o Pedro Paulo não pode me apoiar?”, insinuou Romário. “Viabilizar uma campanha não é fácil. É necessário formar um grupo. Quem ditará se eu serei candidato é o povo”, adiantou o Baixinho. 

Recém-eleito presidente da terceira CPI que irá investigar a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) nos últimos 15 anos, Romário promete que o fim no Senado, desta vez, será diferente. “Essa sacanagem no futebol brasileiro vai acabar. Vamos tirar da reta todos os que não prestam e moralizar o futebol”, prometeu o senador.

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