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| Parque Olímpico do Rio-2016 |
A prefeitura do Rio de Janeiro mudou o projeto do Parque Olímpico do Rio-2016 para beneficiar a Odebrecht, a Andrade Gutierrez e a Carvalho Hosken – as três construtoras responsáveis pela obra. Essa informação consta de um relatório do COI (Comitê Olímpico Internacional) anexo a um aditivo do contrato assinado pelo município e pelas empresas para a construção da maior instalação esportiva da Olimpíada. A Carvalho Hosken é doadora de campanha do prefeito Eduardo Paes, e ele aparece como um dos políticos beneficiados por dinheiro da Odebrecht em planilha obtida na operação Lava Jato.
Todos esses terrenos, devidamente demarcados com base no projeto da Aecom, foram avaliados em R$ 850 milhões. A transferência deles para as construtoras foi esquematizada para o custeio da obra do Parque Olímpico.
A concorrência para a escolha das construtoras do Parque Olímpico foi concluída em março de 2012. Odebrecht, Andrade Gutierrez e Carvalho Hosken associaram-se num consórcio --a Concessionária Rio Mais— para disputar a licitação. Acabaram sendo candidatas únicas para assumir a obra do parque e, assim, foram declaradas vencedoras da concorrência.
Esse é o legado das Jogos Olímpicos Rio 2016 - muita propina e desvio de dinheiro em vantagens dessas empresas beneficiadas.

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